Mercado de Chicago: projeções e oportunidades para 2025/26

22 de abril de 2025

O mercado de Chicago é um dos principais termômetros globais para a comercialização de soja, definindo tendências e preços que reverberam por todo o setor agrícola. Com a safra 2025/26 se aproximando, entender como esse mercado funciona, quais fatores o influenciam e as oportunidades que ele oferece é crucial para produtores, gerentes agrícolas e analistas comerciais que desejam tomar decisões estratégicas e otimizar seus resultados.


Este artigo analisa o impacto do mercado de Chicago na soja, explora as tendências para os próximos anos e destaca como a inteligência de mercado pode ajudar a antecipar mudanças, minimizando riscos.


Como funciona o mercado de soja na Bolsa de Chicago e seu impacto global

A Bolsa de Chicago, por meio do Chicago Board of Trade (CBOT), é o principal mercado mundial para negociação de contratos futuros de soja. Isso significa que produtores, corretores e investidores negociam a commodity com base em projeções de oferta e demanda, buscando se proteger contra oscilações de preços e garantindo previsibilidade para suas operações.


Os preços definidos nesse mercado servem como referência global, influenciando diretamente as cotações da soja em diversos países, incluindo o Brasil. Essa precificação é determinada por uma série de fatores, como condições climáticas nos Estados Unidos, estoques globais, demanda de grandes compradores como a China, políticas comerciais internacionais e variações cambiais.


Por ser um mercado dinâmico, a análise das tendências do CBOT é essencial para que os produtores possam se preparar para oscilações de preços, identificando oportunidades de comercialização e definindo estratégias de venda mais assertivas. 


Dessa forma, acompanhar o comportamento do mercado de Chicago é um passo fundamental para garantir rentabilidade e segurança na tomada de decisões.

Como o mercado de Chicago influencia o preço e a demanda da soja globalmente?

A Bolsa de Chicago influencia diretamente os preços da soja, uma vez que serve como referência para negociações no mundo inteiro. Dentre os fatores que impactam a precificação, destacam-se:


  • Condições climáticas: eventos extremos, como secas prolongadas ou chuvas intensas nas principais regiões produtoras, afetam a produtividade e, consequentemente, a oferta da soja. Por exemplo, períodos de estiagem podem reduzir significativamente a colheita, pressionando os preços para cima.

  • Políticas comerciais: tarifas, subsídios e barreiras comerciais implementadas por grandes economias podem alterar o fluxo de comércio. A dinâmica dessas políticas influencia a competitividade da soja brasileira no mercado internacional, refletindo diretamente nas cotações estabelecidas em Chicago.

  • Demanda global: grandes consumidores, como a China, e o crescimento do uso de soja para produção de biocombustíveis e alimentação animal, aumentam a demanda global. Essa pressão de mercado tende a elevar os preços, mesmo diante de uma oferta robusta.

  • Variações cambiais: Oscilações no valor do dólar também impactam a competitividade internacional da soja. Um dólar mais forte pode tornar a soja brasileira mais barata no mercado global, incentivando exportações e, ao mesmo tempo, pressionando as cotações.


Dessa forma, em um cenário de volatilidade, acompanhar as projeções para 2025/26 pode significar a diferença entre maximizar lucros e correr riscos desnecessários.

Perspectivas do mercado de Chicago para a soja em 2025/26

As projeções para a safra 2025/26 indicam um cenário desafiador, mas também repleto de oportunidades para os produtores. A expectativa é que, diante de possíveis reduções na área plantada e de eventos climáticos adversos – como a persistência de secas em regiões estratégicas dos EUA, particularmente no Corn Belt – os preços possam se manter sob pressão, mas com picos ocasionais impulsionados pela demanda global.


Além disso, fatores como a demanda chinesa e o potencial de crescimento do consumo de soja para biocombustíveis podem oferecer suporte aos preços. Contudo, a concorrência de países como Brasil e Argentina provavelmente manterá um equilíbrio, impedindo altas expressivas e promovendo um ambiente de negociações dinâmico.


Cotações da soja no mercado futuro de Chicago (CBOT) e suas implicações

O mercado futuro da soja na Bolsa de Chicago é um dos principais termômetros do agronegócio global, refletindo variações de oferta e demanda, condições climáticas e fatores econômicos. As últimas cotações indicam uma queda significativa nos preços dos contratos para 2025, com desvalorização entre 2,94% e 3,16%.


A tabela completa com as cotações detalhadas pode ser conferida no site Notícias Agrícolas.


Para quem acompanha o setor, analisar esses números é essencial para tomar decisões sobre o melhor momento para vender ou travar preços por meio de contratos futuros.


Para os produtores, o desafio está em se preparar para essas flutuações, adotando estratégias que incluam:

  • Monitoramento contínuo do mercado e do clima: para identificar os melhores momentos de comercialização e ajustar práticas de manejo.

  • Diversificação dos canais de venda: explorar diferentes mercados e formas de negociação para reduzir a dependência de um único cenário.

  • Utilização de ferramentas de hedge: contratos futuros e opções podem ser importantes para proteger a rentabilidade em momentos de alta volatilidade.

Guerra comercial e volatilidade em Chicago: o impacto direto nas cotações da soja

Entre os fatores que mais afetam as cotações da soja na Bolsa de Chicago estão as disputas comerciais entre grandes players globais, como Estados Unidos e China. Recentemente, o mercado voltou a sentir os efeitos de uma nova escalada na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.


O governo norte-americano ameaçou impor uma tarifa adicional de 50% sobre produtos chineses, exigindo a retirada das tarifas retaliatórias de 34% aplicadas por Pequim. Como resposta, a China classificou a medida como “bullying econômico” e anunciou que levará o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC).


Esse cenário provocou forte instabilidade no mercado financeiro e cambial, elevando a cotação do dólar, pressionando os preços das commodities em dólar e reforçando a percepção de juros elevados por mais tempo nos EUA.


Além disso, as novas tarifas impostas acenderam um alerta global — e quem está no agro precisa entender o que vem por aí. Com a China no centro das atenções e o Brasil mais exposto do que nunca, o mercado vive dias de forte especulação.

No campo prático:

  • A soja apresentou queda inicial, tentou recuperação técnica, mas voltou a recuar diante do receio de que a China reduza significativamente suas compras do produto norte-americano.

  • O milho, por outro lado, seguiu em alta nas posições de 2025, apoiado por sinais de firme demanda interna nos EUA e boas perspectivas de exportação.

  • Os prêmios de exportação brasileiros ganharam ainda mais relevância, ajudando a manter os preços firmes em reais, mesmo diante da volatilidade internacional.

Para os produtores brasileiros, essa volatilidade representa riscos e oportunidades. A valorização nos portos, por exemplo, depende cada vez mais de fluxo real e de um bom timing comercial, e não apenas de especulação do mercado futuro.


Diante desse cenário complexo, o uso de inteligência de mercado se torna ainda mais estratégico. 

Quer saber o que está por trás dos movimentos de soja, milho e macro? Confira nossa análisecompleta sobre o impacto das tarifas de Trump no agro.

A importância da inteligência de mercado e dos dados estratégicos

A capacidade de acessar análises estratégicas, cotações diárias e previsões climáticas  permite que produtores e gestores antecipem tendências e ajustem suas estratégias. Essa abordagem não só minimiza riscos, como também potencializa a rentabilidade ao identificar oportunidades de venda no momento ideal.


Informações em tempo real, como análises de mercado, projeções climáticas e tendências de oferta e demanda, permitem antecipar movimentos do setor e ajustar estratégias de comercialização no momento certo. Ferramentas especializadas, como o Biond Análises, consolidam dados de diversas fontes — incluindo produtividade, clima e mercado —proporcionando uma visão integrada do cenário agrícola.

Com essa inteligência de mercado, os produtores podem:

  • Identificar as melhores janelas de comercialização, aproveitando períodos de alta para garantir margens mais vantajosas.
  • Otimizar a gestão de insumos e reduzir desperdícios, tornando a produção mais eficiente e sustentável.


No atual cenário de volatilidade, quem utiliza dados estratégicos sai na frente, transformando incertezas do mercado em oportunidades reais de crescimento e rentabilidade.


Saiba como a Biond pode ajudar a entender os cenários do mercado de Chicago 

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No agronegócio, acompanhar as constantes oscilações do mercado é essencial para garantir rentabilidade e eficiência. O Biond Análises foi desenvolvido para oferecer uma visão completa do setor, consolidando informações relevantes que auxiliam na tomada de decisão estratégica, com análises de notícias do agro todos os dias, direto no seu WhatsApp e muito mais.

  • Cotações diárias de soja e milho (abertura e fechamento de Chicago);
  • Previsões climáticas atualizadas;
  • Análises estratégicas e tendência de preço no mercado agro;
  • Projeção de safra, USDA e demais indicadores importantes.


Ao integrar inteligência de mercado e tecnologia, a Biond transforma dados em informações valiosas, ajudando você a ter maior previsibilidade, eficiência e rentabilidade no agro.


Na prática, nossos analistas monitoram o mercado a cada instante, traduzem os dados para uma linguagem simples e direta, te enviam rapidamente no WhatsApp e enviam análises detalhadas sobre pontos importantes do mercado para se manter alerta.


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26 de setembro de 2026
Chicago sobe, mas o dólar recua. O prêmio melhora, enquanto o mercado físico de uma região continua pressionado. Em outro momento, a Bolsa pouco se movimenta e a proposta recebida pelo produtor avança. Essas situações fazem parte do mercado da soja porque o preço recebido no Brasil não depende de uma única referência. Chicago, câmbio, prêmio e basis podem caminhar em direções diferentes. Por isso, acompanhar apenas a cotação da soja ou esperar que todos esses fatores estejam favoráveis ao mesmo tempo pode deixar de fora parte importante da leitura do mercado. O cenário de 2026 mostrou isso com clareza. Mesmo com exportações brasileiras fortes, o produtor enfrentou momentos de câmbio menos favorável, prêmios pressionados e custos mais elevados. A combinação ajudou a explicar por que uma demanda externa aquecida não necessariamente se transformou na mesma intensidade em preço e margem na fazenda. Para quem comercializa volumes maiores, o ponto não é apenas saber se o preço da soja subiu ou caiu. É entender qual componente provocou o movimento, quanto dele chegou ao mercado físico e como aquela condição se encaixa na posição comercial da operação. Neste artigo, você vai entender como Chicago, câmbio, prêmio e basis influenciam o preço da soja, por que esses componentes nem sempre se movimentam juntos e como essa leitura pode ajudar a identificar oportunidades de comercialização sem perder de vista margem e risco. Por que o preço da soja não depende apenas de Chicago? A Bolsa de Chicago soja funciona como uma das principais referências internacionais para o preço da soja . Expectativas de produção, estoques, exportações, consumo, clima e oferta global movimentam os contratos futuros e alteram as referências acompanhadas diariamente pelo mercado. Mas uma mudança no preço da soja em Chicago não chega automaticamente, e na mesma intensidade, ao produtor brasileiro. Entre a referência internacional e a proposta em reais por saca entram câmbio, prêmio de exportação, basis, frete, logística e condições regionais de oferta e demanda. Segundo a Secex/MDIC , em agosto de 2026 o Brasil exportou 9,8 milhões de toneladas de soja , 5,2% acima do mesmo mês de 2025. O valor médio da soja exportada chegou a US$ 449,70 por tonelada , avanço de 8,3% na comparação anual. Ao mesmo tempo, a demanda internacional continuava sujeita a outros fatores. A China respondia por mais de 60% das importações mundiais de soja e que, apesar da necessidade elevada de compras, os estoques nos portos chineses e os dias de cobertura estavam acima da média dos últimos cinco anos , indicando uma posição de abastecimento relativamente confortável. Como o câmbio interfere no preço da soja? A soja possui referência internacional em dólar, enquanto o resultado da operação brasileira é calculado principalmente em reais. Por isso, o câmbio interfere diretamente na transmissão dos movimentos externos para o mercado interno. Na prática, se Chicago avança enquanto o real também se valoriza, parte da alta internacional pode ser reduzida quando o preço é convertido para reais. No movimento contrário, uma valorização do dólar pode fortalecer as referências domésticas mesmo que Chicago apresente pouca mudança. O ponto, portanto, não é observar Chicago ou dólar isoladamente, mas entender como os dois movimentos chegam juntos ao preço disponível em reais . O prêmio pode fortalecer ou reduzir a condição da soja brasileira Além de Chicago e câmbio, o prêmio ajuda a mostrar como o mercado está precificando a soja brasileira em relação à referência internacional. Ele responde à disponibilidade de produto, ritmo das exportações, demanda dos compradores, programação de embarques e competitividade entre diferentes origens. Esse componente ganhou importância diante da situação da demanda chinesa . Para 2026/27, a projeção de importações da China estava em 115 milhões de toneladas , enquanto as estimativas de necessidade de compra giravam próximas de 110 milhões de toneladas . Ao mesmo tempo, os estoques nos portos chineses e os dias de cobertura permaneciam acima da média dos últimos cinco anos, indicando uma posição de abastecimento mais confortável. Essa condição é importante porque a necessidade de soja não significa, necessariamente, urgência para comprar a qualquer preço. Com estoques mais confortáveis, compradores podem ter mais espaço para escolher o momento das aquisições ou buscar origens mais competitivas. Exportação forte também não garante preço melhor na fazenda O ritmo das exportações brasileiras em 2026 ajuda a mostrar por que demanda externa e preço recebido pelo produtor não caminham necessariamente na mesma intensidade. Segundo os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC) , entre janeiro e agosto o Brasil exportou 92,8 milhões de toneladas de soja , contra 86,5 milhões de toneladas no mesmo período de 2025, avanço de 7,2% . Em valor, as exportações da oleaginosa somaram US$39,4 bilhões , crescimento de 15,2% na comparação anual. À primeira vista, exportações mais fortes poderiam sugerir condições igualmente melhores para a comercialização. Mas essa relação não é automática. O volume embarcado mostra a força da demanda pela soja brasileira, enquanto o preço que chega à fazenda continua dependendo da combinação entre Chicago, câmbio, prêmio, basis, frete, logística e condições regionais de oferta e demanda . Por isso, mesmo diante de um avanço das exportações, parte dessa força pode não chegar à proposta recebida pelo produtor quando outros componentes do preço estão menos favoráveis. Ou seja, exportação forte sinaliza demanda, mas não garante, sozinha, preço ou margem melhores na fazenda . É justamente por isso que a análise da comercialização precisa ir além do volume embarcado e considerar como cada componente está chegando à operação E onde entra o basis? Se Chicago ajuda a explicar a referência internacional e o prêmio mostra parte das condições da origem brasileira, o basis aproxima essa leitura da realidade de cada praça. De forma simplificada, ele mostra como o preço físico de uma região se comporta em relação à referência utilizada pelo mercado. Esse valor pode mudar de acordo com: Disponibilidade de soja na região; Número e agressividade dos compradores; Necessidade de originação; Frete; Armazenagem; Distância dos portos; Demanda das indústrias; Momento da safra. Por isso, duas regiões podem receber propostas diferentes mesmo olhando para a mesma Chicago e o mesmo câmbio. Uma região com maior oferta durante a colheita pode apresentar basis mais pressionado. Em outra, uma indústria ou trading precisando recompor volume pode aumentar a competição pela soja e melhorar as condições locais. O mercado físico da soja possui, portanto, uma dinâmica própria. Quer entender por que o preço que aparece na tela nem sempre é o preço que chega até você? No relatório “Brasil, prêmio e basis: o preço que realmente recebemos” , você aprofunda como Chicago, prêmio, basis, logística, demanda regional e fluxo de exportação se combinam para formar o preço físico — e onde podem surgir riscos e oportunidades na comercialização. Quero entender meu preço de verdade Chicago, câmbio, prêmio e basis nem sempre se movimentam juntos Parte das oportunidades de comercialização aparece justamente quando os componentes do preço se descolam. Chicago pode subir enquanto o dólar perde força. Em outro momento, o câmbio pode sustentar a referência em reais enquanto o prêmio recua. O prêmio também pode melhorar durante uma baixa na Bolsa, assim como o basis pode ganhar força em determinada região sem uma mudança relevante no mercado internacional. Essa diferença ajuda a explicar por que o movimento observado na tela nem sempre chega com a mesma intensidade ao preço disponível no mercado físico. Na prática, o que importa não é apenas identificar se o preço da soja subiu ou caiu, mas entender qual componente está adicionando ou retirando valor da proposta naquele momento . É essa leitura que ajuda a separar um movimento internacional de uma oportunidade específica do mercado físico e evita que a decisão de comercialização fique dependente de uma única referência. Onde pode estar a oportunidade no preço da soja? Uma oportunidade não precisa aparecer em todos os componentes ao mesmo tempo. Em determinado momento, Chicago pode chegar a um nível interessante enquanto o prêmio continua pressionado. Em outro, a Bolsa pode ficar praticamente lateral, mas o dólar melhora a paridade em reais. Também pode surgir uma oportunidade regional, com compradores mais ativos e um basis mais favorável. Essa diferença importa porque o comportamento futuro dos componentes também pode ser diferente. Se grande parte da valorização veio do câmbio, o risco que permanece aberto não é o mesmo de uma situação em que o basis regional está excepcionalmente forte. Para operações mais estruturadas, identificar essa origem ajuda a organizar melhor as decisões de venda e proteção. Preço maior não significa, sozinho, uma venda melhor Uma cotação mais alta pode abrir uma oportunidade, mas o resultado da decisão depende de quanto aquele preço representa de margem para a operação. No início de 2026, por exemplo, os preços de venda estavam cerca de 10% abaixo do mesmo período do ano anterior, enquanto os custos de produção avançavam entre 7% e 10%. A pressão, portanto, vinha dos dois lados da margem. Isso mostra por que o preço da soja precisa ser analisado junto com outros fatores da operação, como: Custo de produção; Margem disponível; Volume já comercializado; Necessidade de caixa; Compromissos assumidos; Capacidade de armazenagem; Volume ainda exposto ao mercado. A decisão também envolve o risco de permanecer aberto esperando uma nova valorização. Quanto maior o volume ainda não comercializado, maior a participação em uma eventual alta, mas também maior a exposição caso Chicago, câmbio, prêmio ou basis mudem de direção. Por isso, uma oportunidade de venda não deveria ser avaliada apenas pelo preço nominal da saca, mas pela relação entre preço, margem, necessidade financeira e nível de exposição da operação. As melhores condições raramente aparecem em todos os componentes ao mesmo tempo Uma janela de oportunidade pode aparecer primeiro na Bolsa. Em outro momento, o câmbio pode melhorar a referência em reais. O prêmio pode ganhar força mesmo sem uma alta relevante em Chicago, enquanto o mercado físico regional pode se valorizar por maior disputa entre compradores ou menor disponibilidade de produto. Por isso, acompanhar esses componentes não significa esperar pelo momento em que todos estejam favoráveis ao mesmo tempo. A lógica é identificar quando uma parte relevante da formação do preço oferece uma condição interessante e avaliar se aquele movimento faz sentido dentro da estratégia da safra. Esse princípio também aparece na venda escalonada de grãos , em que as decisões são distribuídas ao longo do ciclo em vez de depender de um único momento de mercado. O objetivo não é acertar o maior preço da safra, mas avançar nas vendas quando a relação entre preço, margem e risco se torna mais favorável para a operação. A oportunidade precisa fazer sentido dentro da posição comercial É nesse ponto que acompanhar o mercado da soja deixa de significar apenas observar cotações. A leitura precisa considerar como preço, margem, risco e posição comercial se combinam antes de uma nova decisão de venda. Para operações mais estruturadas, isso exige acompanhar não apenas Chicago, câmbio, prêmio e basis, mas também entender como esses movimentos afetam a exposição da safra, a margem disponível e o planejamento comercial. Uma mesma oportunidade de preço pode exigir decisões diferentes de acordo com a posição da operação. Uma fazenda que já comercializou grande parte da produção tem uma exposição diferente daquela que mantém volume elevado em aberto. Também entram nessa conta o preço médio das vendas realizadas, os compromissos de caixa, volumes vinculados a contratos ou barter e a margem já protegida. Por isso, identificar uma oportunidade no mercado é apenas uma parte da decisão: também é preciso entender quanto daquela oportunidade faz sentido capturar diante da posição comercial da safra. É justamente nesse território que atua a Consultoria Biond. A solução combina inteligência de mercado de grãos, acompanhamento de soja e milho, câmbio, prêmios, fertilizantes e cenário global para apoiar decisões de comercialização com mais contexto. Na prática, a consultoria em comercialização de grãos ajuda a transformar informação de mercado em leitura estratégica, conectando movimentos de preço à gestão de risco de preços agrícolas, proteção de margem e planejamento da safra. Conheça a Consultoria Biond e veja como estruturar decisões de comercialização com mais estratégia .
12 de setembro de 2026
Entenda como funciona a venda escalonada de grãos, quais são suas vantagens e como distribuir a comercialização ao longo da safra para reduzir a exposição às oscilações de preço.
29 de agosto de 2026
Entenda como a China influencia o preço da soja, por que a demanda chinesa é tão importante para a soja brasileira e como exportações, mercado internacional e compras chinesas afetam as cotações no Brasil.
15 de agosto de 2026
Entenda por que o produtor está segurando a venda de soja em 2026 e como câmbio, exportação, armazenagem, custos e margem influenciam essa decisão. URL sugerida: /venda-de-soja-2026-produtor-segura-graos
1 de agosto de 2026
Entenda por que o mercado de milho exige uma estratégia comercial diferente da soja e como venda de milho, safrinha de milho, fluxo de caixa e margem influenciam a decisão do produtor.
18 de julho de 2026
Entenda como a armazenagem de grãos, a logística agrícola, o frete e o escoamento da safra influenciam o poder de venda, a margem e a comercialização no agro.
4 de julho de 2026
Entenda o que são basis e prêmio soja, como esses indicadores afetam o mercado físico, a logística, a exportação e a comercialização da soja no Brasil.
20 de junho de 2026
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6 de junho de 2026
El Niño 2026 pode alterar o regime de chuvas, afetar a soja e pressionar margens no agro. Entenda os riscos climáticos, produtivos e comerciais para a safra.
16 de maio de 2026
O preço dos fertilizantes segue em alta e expõe a fragilidade da cadeia no Brasil. Entenda a crise, os impactos no agro e como tomar decisões mais estratégicas na compra de insumos.